Perguntaram se a criança que fui um dia teria orgulho de quem me tornei hoje. Confesso que não. A criança que fui sabia de coisas que hoje não sei, ou me esqueci. A criança que fui me esqueceu no caminho.
Mesas, copos, minha casa Trancafio me Silêncio nas paredes, esmurram meus ouvidos Palavras, ecos abandonados. Mesas, copos, minha casa . . . As vozes dos discos calam se. Nem choro, nem risos, triste tranquilidade. Livros paralisados solidão e medo. Dor sem remédio Mesas, copos minha casa e uma janela aberta Miriam Alves 🌺
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